As perguntas ausentes de respostas vão surgindo como se de necessidades fisiológicas se tratassem. Sinto-me exausta. Por estes dias, tudo aparece sob a forma de déjà vú. Já nem o meu Cérebro consegue acompanhar a doença da minha alma. Uma alma humana. Uma alma necessariamente inconstante e corrompida pelo medo do amanhã. Vivo com pressa. Os anos e os meses transformaram-se em segundos, as horas, as meias-horas e os minutos deixaram de existir. Sinto que o boomerang que entreguei ao destino no início da minha existência vai voltar para mim… Mas temo que ele me encontre de costas voltadas. Hoje não sei nada. Melhor, acho que sei tudo sobre o nada e rigorosamente nada sobre tudo. Vivo sôfrega pelo abstracto, ao ponto de repudiar o trivial. Hoje não vejo o que os outros vêem. Não sinto como os meus semelhantes. Não procuro o mesmo que eles…
Isso faz de mim o quê?!
Um Ser sem razão ou um ser ausente de sentido e sentimento?!
neste caso, nada melhor que Pessoa...
ResponderEliminar"Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra que é pensada,
E a única que temos
É essa que é divida
Entre a verdadeira e a errada."