Gostava de ter ainda a inocência de uma criança. Viver dos sonhos e da ilusão de viver numa só pessoa, múltiplos personagens. Personagens de longos vestidos, asas ao vento, espadas e espadachins, fadas e capuchinhos vermelhos. Ver para além da aparente simplicidade de uma teia, minuciosamente tecida por seres pequenos de irracionais. Ignorante ao sarcasmo dos auto-apelidados, adultos. Esses seres ignóbeis, exigentes nas boas acções e infiéis à sua prática. Pessoas negligentes na concretização dos seus próprios sonhos.
Hoje sei que não me quero confundir com essa gente. Sei que a criança que me viu crescer, não será capaz de abandonar este corpo e esta alma.
Uma criança consciente da sua inconveniência. Uma criança, que da sua janela, sempre vislumbrou a magnificência das cores que se desfilavam com a brisa das estações. Uma criança feliz na sua condição de “ser pequenino”. É tão mais fácil ser-se pequenino. Viver e sofrer pela Terra do Nunca.
No entanto, no discurso erudito dos nossos adultos, este, é um grave transtorno mental – Síndrome Peter Pan. Qual criança, sinto-me incapaz de gritar mais alto. Mas na minha condição de “ser pequenino”, vou continuar à janela. A janela das cores magnificentes que se desfilam com a brisa das estações.
Hoje sei que não me quero confundir com essa gente. Sei que a criança que me viu crescer, não será capaz de abandonar este corpo e esta alma.
Uma criança consciente da sua inconveniência. Uma criança, que da sua janela, sempre vislumbrou a magnificência das cores que se desfilavam com a brisa das estações. Uma criança feliz na sua condição de “ser pequenino”. É tão mais fácil ser-se pequenino. Viver e sofrer pela Terra do Nunca.
No entanto, no discurso erudito dos nossos adultos, este, é um grave transtorno mental – Síndrome Peter Pan. Qual criança, sinto-me incapaz de gritar mais alto. Mas na minha condição de “ser pequenino”, vou continuar à janela. A janela das cores magnificentes que se desfilam com a brisa das estações.
Querer ser hoje o que se foi um dia não é estagnar, é visitar com o pensamento a memória feliz de quando se era mais com o coração.
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